Sam Navarro/Reuters
O placar de 3 a 0 já sugere superioridade, mas os números mostram que o Brasil controlou a partida contra a Escócia em praticamente todos os aspectos do jogo.
A Seleção produziu mais chances, finalizou mais, venceu mais duelos, recuperou mais bolas, ocupou melhor os espaços e neutralizou justamente as principais armas do adversário.
Segundo o Sofascore, o Brasil terminou a partida com 4,33 gols esperados (xG), contra apenas 1,18 da Escócia. A equipe também criou seis grandes chances durante os 90 minutos, transformando três delas em gol.
Veja todos os números importantes no confronto.
O ataque brasileiro produziu muito mais
O Brasil terminou a partida com:
- 21 finalizações
- 9 chutes no gol
- 7 finalizações para fora
- 5 chutes bloqueados
- 14 finalizações dentro da área
- 7 finalizações de fora da área
- 35 ações com bola na área adversária
- 3 gols marcados
A Escócia registrou:
- 14 finalizações
- 5 chutes no gol
- 4 finalizações para fora
- 5 chutes bloqueados
- 10 finalizações dentro da área
- 4 finalizações de fora da área
- 0 gols
Além do maior volume, o Brasil também apresentou mais qualidade nas chances criadas. A diferença de xG (4,33 contra 1,18) mostra que a Seleção chegou com muito mais frequência em situações claras de gol.
Brasil encontrou mais espaços na defesa escocesa
Os números de movimentação ajudam a explicar o volume ofensivo. Veja as estatísticas de acordo com a FIFA:
Pedidos de bola:
- Brasil: 383
- Escócia: 357
Pedidos atrás da bola:
- Brasil: 88
- Escócia: 70
Pedidos entre linhas:
- Brasil: 146
- Escócia: 146
Pedidos à frente da bola:
- Brasil: 149
- Escócia: 141
Recepções entre a linha de meio-campo e a linha defensiva:
- Brasil: 98
- Escócia: 80
Recepções atrás da linha defensiva:
- Brasil: 12
- Escócia: 6
O Brasil conseguiu receber a bola em zonas perigosas com muito mais frequência. O número de recepções às costas da defesa foi exatamente o dobro do registrado pelos escoceses.
Superioridade na penetração e ocupação dos espaços
Tentativas de penetração:
- Escócia: 168
- Brasil: 165
Penetrações concluídas:
- Escócia: 113
- Brasil: 122
Tentativas de penetração na defesa:
- Escócia: 12
- Brasil: 18
Penetrações na defesa concluídas:
- Escócia: 7
- Brasil: 9
Embora o número bruto de tentativas seja semelhante, o Brasil foi mais eficiente na execução e conseguiu transformar mais ações em aproximações efetivas da área.
O Brasil atacou por praticamente todos os corredores
A Seleção teve vantagem em quatro dos cinco corredores analisados.
O dado mais relevante aparece pelo centro, onde o Brasil registrou 11 penetrações contra apenas 6 da Escócia. Como as jogadas centrais costumam gerar as chances mais perigosas, essa diferença ajuda a explicar o placar.
Posse equilibrada, mas controle brasileiro
A posse de bola foi relativamente equilibrada:
- Brasil: 51%
- Escócia: 42%
- Bola em disputa: 7%
O dado mostra que a partida não foi um massacre de posse. O diferencial esteve na qualidade das ações executadas quando o Brasil tinha a bola.
Mais passes, mais controle e mais presença ofensiva
Passes tentados:
- Brasil: 615
- Escócia: 520
Passes certos:
- Brasil: 571
- Escócia: 466
Aproveitamento dos passes:
- Brasil: 92,8%
- Escócia: 89,6%
Entradas no terço final:
- Brasil: 68
- Escócia: 58
A Seleção conseguiu circular melhor a bola, avançar mais vezes ao campo ofensivo e manter o controle das ações por períodos maiores.
A Escócia apostou nos cruzamentos
Cruzamentos tentados:
- Escócia: 24
- Brasil: 13
Cruzamentos certos:
- Escócia: 10
- Brasil: 4
Os escoceses recorreram bastante às bolas alçadas na área, um comportamento comum quando uma equipe encontra dificuldades para atacar pelo centro.
O problema para a Escócia foi que o Brasil neutralizou justamente esse ponto forte.
Domínio absoluto nos duelos
Talvez o dado mais impressionante da partida esteja aqui.
Duelos vencidos:
- Brasil: 63%
- Escócia: 37%
Duelos pelo chão:
- Brasil: 35 vencidos de 59
- Aproveitamento: 59%
Duelos aéreos:
- Brasil: 74% de aproveitamento
Historicamente, a força da Escócia está no jogo físico e nas disputas pelo alto. O Brasil venceu justamente nesse aspecto, retirando uma das principais armas do adversário.
Superioridade também sem a bola
Desarmes:
- Brasil: 14
- Escócia: 12
Interceptações:
- Brasil: 13
- Escócia: 2
Recuperações de bola:
- Brasil: 48
- Escócia: 33
Cortes:
- Brasil: 24
- Escócia: 13
Erros forçados:
- Brasil: 33
- Escócia: 28
Pressões defensivas:
- Brasil: 227
- Escócia: 241
Mesmo pressionando um pouco menos, o Brasil foi muito mais eficiente nas recuperações e na proteção dos espaços.
Vinicius Júnior foi o grande nome da partida
O atacante recebeu nota 9,3 no Sofascore e liderou praticamente todos os indicadores ofensivos da FIFA.
Números de Vinicius:
- 8 finalizações
- 5 chutes no gol
- 25 passes certos em 29 tentados
- 23 passes no campo adversário
- 55 ações com a bola
- 5 dribles certos
- Apenas 2 domínios malsucedidos
- 23 conduções
- 208,3 metros conduzindo a bola
Além dos números, foi constantemente o principal desafogo ofensivo da equipe e a maior ameaça à defesa escocesa.
Bruno Guimarães comandou o meio-campo
O volante foi um dos jogadores mais influentes da partida. Números de Bruno Guimarães pelo Sofascore e pela FIFA:
- 2 assistências
- 3 passes decisivos
- 61 ações com a bola
- 1 drible certo
- 162 metros de condução
Foi o principal elo entre defesa e ataque e participou diretamente de dois dos três gols brasileiros.
Alisson apareceu quando foi necessário
Apesar da superioridade brasileira, a Escócia conseguiu colocar cinco bolas na direção do gol.
Números de Alisson:
- 5 defesas
- 1,23 gols evitados
- 2 socos
- 16 passes realizados
A atuação garantiu que a superioridade brasileira também fosse refletida no placar sem sofrer gols.
Gabriel Magalhães liderou a defesa
O zagueiro foi um dos destaques defensivos da partida. Números de Gabriel Magalhães:
- 8 contribuições defensivas
- 5 cortes
- 3 recuperações de posse
- 1 desarme
- Nenhuma falta cometida
Além da segurança individual, foi peça importante para neutralizar o jogo aéreo escocês.
O que os números mostram?
O Brasil não apenas venceu a Escócia. Dominou a partida em praticamente todos os indicadores relevantes.
Teve mais xG, mais gols, mais finalizações, mais chutes no alvo, mais passes, mais entradas no terço final, mais recepções entre linhas, mais recuperações, mais interceptações, mais cortes e venceu a ampla maioria dos duelos aéreos e terrestres.
Se o placar de 3 a 0 já parecia confortável, os números sugerem que a superioridade brasileira foi ainda maior do que o resultado final indica.



Brasil pode até ter tido seus méritos… mas esse time da Escócia é ruim demais
O time jogou coletivamente muito bem! Mas meu medo é achar que está ok, ainda temos muitos pontos e não podemos afrouxar!