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O Brasil vai encarar a Noruega pelas oitavas da Copa do Mundo, curiosamente, o único adversário que o Brasil nunca venceu em sua história (dos que enfrentou, é claro).
A equipe norueguesa classificou-se ao vencer a Costa do Marfim por 2×1. Por sua vez, o Brasil também venceu o Japão por 2×1, fazendo um jogo de superação.
Sem dúvida, o principal nome do time é Erling Haaland, artilheiro do Manchester City e figura famosa no futebol atual. Porém, o que mais a Noruega tem? Veja o que o Brasil pode esperar dos noruegueses nas oitavas!
Como a Noruega constrói suas jogadas
Fonte: Sofascore e FIFA
Apesar de ter menos posse de bola do que outras seleções favoritas, a Noruega consegue ser bastante eficiente quando ataca.
A equipe teve média de 49,8% de posse na Copa, completando 379 passes por partida, mas seu jogo está longe de ser baseado em trocas longas de passes.
Os noruegueses procuram acelerar rapidamente as jogadas quando recuperam a bola, segundo os números oficiais da FIFA.
Foram 459 penetrações concluídas e mais de mil movimentações para receber passes (“pedidos de bola”), indicando um time que busca constantemente atacar os espaços deixados pela defesa adversária.
Os lados do campo também são bastante explorados. As recepções próximas da área aconteceram principalmente pelos corredores direito (45) e esquerdo (34), superando o corredor central (25).
Além disso, a equipe acertou, em média, 10,8 bolas longas e 4,5 cruzamentos por jogo.
Haaland precisa de poucas chances para decidir
Erling Haaland é o principal exemplo da eficiência ofensiva da Noruega.
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Artilheiro da equipe com cinco gols e 13 finalizações, o atacante costuma participar pouco da construção das jogadas, mas aparece no momento decisivo.
Contra a Costa do Marfim, por exemplo, teve apenas 27 toques na bola durante toda a partida.
Esse é o menor número entre os jogadores de linha que atuaram mais de uma hora. Mesmo assim, finalizou quatro vezes e marcou o gol da vitória aos 86 minutos.
Fonte: Opta
Essa característica obriga qualquer adversário a manter concentração máxima durante os 90 minutos. Haaland pode passar longos períodos praticamente invisível, mas basta uma oportunidade para mudar completamente o jogo.
O atacante também vive grande fase pela seleção, com 25 gols marcados nos últimos 13 jogos internacionais.
Ødegaard é quem faz o ataque funcionar
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Enquanto Haaland finaliza, Martin Ødegaard é quem organiza o ataque.
O meia lidera a Noruega em assistências (3), arrancadas (125) e pressões defensivas (86), sendo responsável por acelerar as jogadas e encontrar os espaços para os atacantes.
Fonte: Opta
Na vitória sobre a Costa do Marfim, deu mais uma assistência e tornou-se o primeiro jogador desde Dirk Kuyt, em 2010, a participar de gols em três partidas consecutivas de uma Copa do Mundo.
Grande parte do jogo ofensivo da Noruega passa pelos pés do camisa 10.
Outros nomes para ficar de olho
Veja outros jogadores importantes da Noruega na Copa do Mundo:
- KristofferAjer (zagueiro): nota 7.10 no Sofascore
- Ørjan Nyland (goleiro): nota 7.03 no Sofascore
- Patrick Berg (meio-campista): nota 6.98 no Sofascore
- Oscar Bobb (meio-campista): nota 6.85 no Sofascore
- Torbjørn Heggem (zagueiro): nota 6.80 no Sofascore
- Antonio Nusa (atacante): nota 6.78 no Sofascore
A defesa ainda apresenta fragilidades
Se o ataque inspira confiança, a defesa ainda gera dúvidas.
A Noruega sofreu oito gols em quatro partidas e ainda não conseguiu terminar um jogo sem ser vazada.
Os números ajudam a explicar isso:
- média de dois gols sofridos por partida;
- três erros que geraram finalizações adversárias;
- apenas 45,4% dos duelos vencidos;
- somente 41,9% de aproveitamento nas disputas pelo chão;
- média de 112 perdas de posse por jogo.
Na partida contra a Costa do Marfim, por exemplo, a equipe permitiu 14 finalizações e cedeu 14 escanteios, sobrevivendo graças à boa atuação do goleiro Ørjan Nyland e à eficiência ofensiva.
O que o Brasil pode esperar da Noruega?
O jogo vai colocar o Brasil de Carlo Ancelotti que controla o jogo com a circulação entre os meio-campistas, enquanto a Noruega não gosta de dominar o ritmo.
A equipe tem baixa posse de bola, mas marcou 10 gols em 4 jogos, criando boas chances com um índice elevado para quem não chega tanto ao ataque.
O Brasil precisará evitar a perda de bola durante a construção, justamente o que resultou no gol do Japão. Isso porque a Noruega gosta de recuperar rápido e acelerar o jogo.
Onde o Brasil pode explorar a Noruega?
Apesar da eficiência ofensiva, a Noruega oferece espaços que podem favorecer o estilo brasileiro.
O primeiro deles aparece justamente na fase defensiva. A seleção sofreu oito gols em quatro jogos e é a única equipe das oitavas que ainda não conseguiu sair de campo sem ser vazada.
Fonte: Opta
Além disso, cometeu três erros que terminaram em finalizações adversárias e venceu apenas 45,4% dos duelos disputados durante a competição.
Os números também mostram dificuldades nas disputas pelo chão.
O aproveitamento de apenas 41,9% nos duelos terrestres indica que jogadores mais rápidos e técnicos, como Vinícius Júnior e Rayan podem ganhar espaço.
Outro dado chama atenção: a Noruega perde, em média, 112 posses de bola por partida.
Isso abre espaço para que o Brasil pressione logo após recuperar a posse e mantenha o adversário próximo da própria área, impedindo que Ødegaard organize os contra-ataques.
Também vale observar a bola parada defensiva. Contra a Costa do Marfim, os noruegueses concederam 14 escanteios e passaram boa parte do segundo tempo defendendo cruzamentos.
Embora tenham resistido naquela partida, o volume de bolas alçadas na área mostrou que esse ainda é um ponto vulnerável.
O duelo que pode decidir a classificação
Grande parte do confronto deve passar pelo duelo entre o meio-campo brasileiro e Martin Ødegaard.
Fonte: Who Scored?
Se Casemiro, Bruno Guimarães e o substituto de Lucas Paquetá conseguirem reduzir o espaço do camisa 10, Haaland tende a ficar isolado durante boa parte do jogo, como aconteceu em diversos momentos da Copa.
Por outro lado, se Ødegaard tiver liberdade para receber entre as linhas e acionar rapidamente os atacantes, a Noruega não precisa de muitas oportunidades para marcar.
A média de 2,5 gols por jogo e a eficiência nas finalizações mostram que basta um erro de posicionamento para transformar um contra-ataque em uma chance clara.
Por isso, a tendência é que o Brasil assuma a iniciativa da partida, controlando a posse e ocupando o campo ofensivo, enquanto a Noruega espere o momento certo para acelerar.
Quanto menos espaços a seleção brasileira oferecer nas transições, maiores serão as chances de fazer prevalecer sua superioridade técnica.



Temos que deixar o Gabriel Magalhães centrado! Aí é com garra e determinação!